
O estopim da crise da segurança pública está queimando. E o do risco de motim no Presídio Regional de Lages, também. Pior que não apagar o estopim é não saber o que fazer para conter a crise. E a coisa tende a explodir. Quem viver verá.
O secretário-executivo da Justiça e Cidadania, Justiniano Pedroso balançou os ombros quando foi informado que a licitação do presídio deveria estar pronta até 15 de dezembro. Resumiu sua fala: “é impossível”. Informou um interlocutor do governo.
A determinação de prazo foi do governador Luiz Henrique. Dia 15 de dezembro virá à Lages assinar a ordem de serviço do novo presídio. Justiniano se agarra à falta de tempo hábil legal. A “batata quente” via cair no colo do secretário regional Osvaldo Uncini.
Ele terá um problema a mais para resolver, no quesito presídio. Dar um destino ao presídio atual, quando o novo estiver pronto. Adequar a estrutura para uma unidade feminina já está descartada. O custo com a contratação de pessoal inviabiliza a possibilidade.
Menos dispendioso é construir uma ala feminina anexa ao futuro presídio. E usar a mesma mão-de-obra sem precisar novas contratações. Uncini tem perdido o sono pensando o que fazer do velho presídio ao lado de uma construção abandonada, o prédio da antiga Casan.


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